quinta-feira, 19 de novembro de 2009

ENTRESSAFRA:

Nesta época do ano, para a F1. São as férias das pistas, da equipe de trabalho. Porém, muita agitação nos bastidores, com a montagem das equipes. Neste ano, em especial, as novidades correm a uma velocidade maior do que os próprios carros. O troca-troca é constante, talvez, como nunca antes visto.
Além da entrada de várias novas equipes, mudanças entre motores e montadoras. Saíram: Toyota, BMW, como já tinha saído a Honda. Mas, saudou-se a chegada definitiva da Mercedes, que – nesta semana – comprou a Brawn.
Entre os pilotos, Glock conseguiu uma das vagas na novata Manor. A outra pode ser de Luca di Grassi, o brasileiro, que também espera pela Renault. Barrichello foi para a Williams, com o atual campeão da GP2, Nico Hulkeberg.
Mas, a mais bombástica noticia da entressafra é a contratação de Jenson Button pela McLaren. Os ingleses terão dois campeões e continuarão exibindo o número UM em seus carros. Por esta, ninguém esperava.

MERCEDES:

A Mercedes revive as “flechas-de-prata” adquirindo a Brawn. Terá Nico Rosberg e busca um piloto de ponta para o primeiro carro. Principalmente, depois de perder Button para a McLaren. Fala-se até na busca de Michael Schumacher, o que seria um investimento de muitos milhões de euros. Mais fácil, mais econômico e mais recomendável é trazer o finlandês Kimi Raikkonen.

MOTOR:

Como já mencionei, Barrichello vai para a Williams. Dependerá da força do motor (novíssimo) Cosworth. É bom lembrar que enquanto todos os motores estão “gelados” em seu desenvolvimento, a velha nova marca continua desenvolvendo o seu propulsor. Isto, pode constituir vantagem. As informações são que o motor é bom, durável, mas beberrão.

OS OUTROS:

Felipe Massa terá a incomoda concorrência de Fernando Alonso na Ferrari. Bruno Senna estará na Campos, mas ainda não anunciado o seu companheiro. Di Grassi pode ser da Manor ou da Renault. Até Nelson Ângelo Piquet poderá arrumar um lugar na Force Índia. Esperemos, então.

URUGUAIANA, 18 DE NOVEMBRO DE 2009.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009




OS TOPS DEZ:

Na semana passada apresentei a minha lista dos dez melhores da temporada da F1. Sempre a primeira lista publicada. Pois hoje, justifico a escolha:

1º) ROSS BRAWN: pela primeira vez, o lugar principal não ficou com um piloto. Porém, a escolha é plenamente justificada, já que Ross Brawn entrou na temporada com o espólio da Honda, equipe que nos últimos anos vinha de fiascos, ocupando as últimas posições. Criou o revolucionário difusor duplo, que acabou decidindo o campeonato para seu time e seu piloto. Acreditou em dois pilotos que, também, não vinham tendo destaques: Jenson Button e Rubens Barrichello. O carro fez ambos ocuparem as principais posições durante toda a temporada. Por Brawn ter feito o carro e feito seus pilotos vencedores, se tornou mais importante personagem da temporada.

2º) ADRIAN NEWEY: De igual forma, o “mago” da engenharia da F1, conseguiu fazer da Red Bull, com o fraco motor na Renault, uma equipe vencedora. Equilibrou um campeonato que parecia ser todo da Brawn.

3º) JENSON BUTTON: pelas seis vitórias e o título aproveitando-se de ter o melhor carro da primeira metade do campeonato.

4º) SEBASTIAN VETTEL: saiu atrás na disputa pelos erros cometidos no inicio da temporada. Inclusive, desperdiçou pontos importantes como no GP da Austrália (bateu com Kubica). Mas, na segunda metade abalou o domínio da Brawn. Conseguiu vitórias importantes.

5º) LEWIS HAMILTON: literalmente, carregou o McLaren nas costas. Por isto, merece o quinto lugar.

6º) RUBENS BARRICHELLO: de mérito as duas vitórias na temporada e 100ª do Brasil na categoria. Consolidou a fama de segundo piloto. Mesmo com o carro mais eficiente da temporada, não conseguiu chegar ao vice-campeonato.

7º) MARK WEBER: duas vitorias, suas primeiras na categoria. Em certo momento, chegou a assustar o prestigio de Vettel na Red Bull. Mas, depois, voltou a sua realidade.

8º) NICO ROSBERG: leão de treino. Foi o destaque das sextas-feiras em quase todos os GPS. Além disto, conseguiu conduzir bem a fraca Williams em vários GPS. De quebra, parece ter conseguido um time de primeira linha para 2010.

9º) KIMI RAIKKONEN: da mesma forma que Lewis Hamilton carregou a McLaren, Kimi carregou a Ferrari. Principalmente, depois do acidente de Felipe Massa. Provavelmente, não estará nas pistas em 2010. O que é lamentável, pois trata-se de um ex-campeão.

10º) SEBASTIAN BUEMI: confesso que fiquei entre o suíço e o alemão Timo Glock. Mas, acabei escolhendo Buemi, pois pilotou uma das carroças da F1. Ao que parece, tem talento para progredir.

Bom pessoal! Aceito criticas. E elogios, também, é claro! Pensem na lista de vocês e mandem seus comentários. (vmmaia@uol.com.br)


URUGUAIANA, 11 DE NOVEMBRO DE 2009.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009



TEMORES:

Se o meu leitor verificar nos textos anteriores (www.blogbandeirada.blogspot.com) poderão verificar a minha insistência em mencionar que a Toyotta não estava garantida na F1 em 2010. Dito e feito! Os japoneses, alegando a crise, desistiram. Abandonaram a F1. Acertei na mosca, infelizmente! Acertei, mas lamento profundamente. É mais uma montadora que sai. Por enquanto, são três desistentes (Honda, BMW e Toyotta). Mais temores em relação ao futuro da própria F1. A Renault manifesta a vontade de seguir o mesmo caminho. A Bridgestone anunciou que em 2011, não mais fornecerá seus pneus. Sequer alguma fornecedora se dispôs a investir na F1. A situação é grave! Temerosa para o futuro da principal categoria do automobilismo mundial. Nunca vi situação igual.

DESCOMPROMETIMENTO:

A palavra chave da nova crise da F1 é o descomprometimento. As montadoras chegaram tomaram conta da categoria. Impuseram regras, acabaram com os velhos garagistas. Porém, nunca assumiram o compromisso com a categoria. Nos primeiros insucessos, desagrados ou crise, levando seu acampamento e vão “cantar” em outra freguesia.

FIM:

Domingo tivemos a última etapa do conturbado ano de 2009. Vitória e vice-campeonato para Sebastian Vettel. Sobrou o terceiro lugar para Rubens Barrichello. Corrida agora só em 14 de março de 2010. Com uma nova F1. Com novas equipes, novas regras, novos pilotos.


AS TRÊS:

As novas pistas de rua da F1 não aprovaram. Valência, Cingapura e Abu Dahbi (esta um misto de circuito e rua). As três corridas mais chatas da temporada. Simplesmente, horrível. Salva-se em tudo o belíssimo visual. Todos tentando imitar o charme e o glamour de Monte Carlo. Mas, não sei se para a F1 é interessante.

OS MELHORES:

Sempre a coluna BANDEIRADA é a primeira a fazer sua seleção dos melhores da temporada. Este ano, inovei. O melhor não foi piloto. A lista segue. A justificativa de cada um dos selecionados farei na próxima semana. Vocês fiquem a vontade para concordar, opinar e discordar. Via lá a lista:

1º) Ross Brawn; 2º) Andrian Newey; 3º) Jenson Button; 4º) Sebastian Vettel; 5º) Lewis Hamilton; 6º) Rubens Barrichello; 7°) Mark Weber; 8º) Nico Rosberg; 9º) Kimi Raikkonen; 10º) Sebastian Buemi.
URUGUAIANA, 04 DE NOVEMBRO DE 2009.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009



RUA:

Mais uma prova em pista de rua. Agora, a última da temporada, ocorre em Abu Dhabi. Ao exemplo de Valência, uma tentativa de uma “nova” Monte Carlo. Ninguém conhece a pista, ainda. Tem duas grandes retas e trechos mistos. E o privilégio de ser a última corrida do calendário. As equipes chegam lá descomprometidas, já que os dois principais resultados são conhecidos: Jenson Button é o novo campeão, e a Brawn GP a vencedora entre os construtores. A prova vale para os pilotos que não renovaram contrato, mostrarem serviço. É a última chance de arrumar um lugar para 2010.

AS TROCAS:

Aumentam a cada dia as informações sobre as trocas de equipes e pilotos para 2010. Tem até campeão sem emprego: Kimi Raikkonen. Definida entre as grandes somente a Ferrari que vai de Fernando Alonso e Felipe Massa. A McLaren ainda tem dúvida de quem será o companheiro de Lewis Hamilton. A Brawn provavelmente terá o campeão Jenson Button e o apoio fortíssimo da Mercedes. Há muitas vagas disponíveis, principalmente, nas novas equipes que não definiram seus pilotos.

PACTOS:

Se existe um pacto pouco democrático, este é o da “concórdia” que domina na F1. Cada alteração ou decisão terá que ter unanimidade. Falo nisto, pois é incompreensível que não seja liberada a participação da Sauber, no espólio da BMW, em 2010. Tudo porque Frank Williams velou. O veto sozinho de uma equipe pode atrapalhar um bom projeto. Atitude pouco aceitável numa categoria que perdeu muito prestigia com seus escândalos, o abandono de montadoras e mudanças constantes de regulamento.

AMEAÇAS;

Enquanto a Williams veta a Sauber, a Renault dá mostras de que ficará somente fornecendo motores. Quer sair da F1. Sair como saíram: Honda e BWM. Como a Toyotta sairá...

URUGUAIANA, 28 DE OUTUBRO DE 2009.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

DOUTRINAÇÃO GLOBAL:

Muitas pessoas que conheço deixaram de acompanhar automobilismo, quando da morte do Ayrton Senna, em maio de 1994. Não estavam ali, portanto, por gostarem de corridas de carro. Mas, pelo sentimento de “patriotismo” criado e elevado pela força da grande mídia nacional.
Era uma época em que o futebol estava em baixa e o “automobilismo” - com os títulos e as vitórias de Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna – passou a gerar um grande interesse financeiro para a “grande” mídia.
Deste trio de ouro do nosso automobilismo, quem melhor se adaptou as exigências globais foi justamente Ayrton Senna. Virou um ídolo, quase que intocável, até hoje; principalmente, perante aquelas pessoas que acompanhavam o automobilismo por ocasião de termos um brasileiro vencendo. Insisto: pessoas que nada sabiam e nada sabem sobre esporte a motor.
Após este período, veio o mais grave! A “grande mídia” que praticamente doutrinou o “torcedor” brasileiro, incutindo os efeitos de Ayrton Senna, para não perder a gorda fatia de seus patrocinadores, passou a buscar um substituto. Um novo ídolo. Um novo herói para o automobilismo global.
Nosso último título correu em 1991. De lá para cá, a busca de um novo herói é constante. O primeiro deles foi Rubens Barrichello. Depois Felipe Massa. Nenhum deles atingiu o objetivo esperado, muito embora, as tentativas quase que desesperadas da grande mídia de fazê-los campeões. Muitas vezes, criando teorias conspiratórias como forma de proteção aos nossos pilotos.
No último sábado, após a conquista da “pole position”, por Rubens Barrichello, mais uma vez, o país foi contaminado por uma propaganda e uma euforia de que somos os melhores do mundo no automobilismo.
No domingo, veio à cruel e verdadeira verdade... Não se forja ídolos.

URUGUAIANA, 21 DE OUTUBRO DE 2009.



ABÓBORA:

A abóbora virou definitivamente uma carruagem. A gata borralheira saiu às pressas, quase ao apagar das luzes, do início da temporada da F1. Fez um novo campeão: Jenson Button. Fez um novo campeão de construtores: Brawn GP. De quebra, ainda conseguiu oito vitórias em 2009, metade das possíveis. Ninguém, em sã consciência, acreditaria neste feito. Nunca uma equipe novíssima tinha chegado à principal categoria do automobilismo mundial e surpreendido tanto.
Pouco dinheiro, muita criatividade, ótimos engenheiros e bons pilotos. E um estrategista. Segredos da vitória, dos títulos. Da surpresa.

HARAKIRI:

A Honda passou vários anos na F1. Investiu, sem limites. Nunca chegou perto do objetivo traçado. Veio a crise e uma saída “estratégica”. Uma desculpa para o seu fracasso. Deixou a espólio, quase na bancarrota. A abóbora transformou-se em carruagem. O que era para ser da Honda, foi para a Brawn. Hoje, aqueles que não acreditaram no projeto devem estar pensando no harakiri...

RECEITA:

A receita da Brawn GP para conquistar os dois títulos: duplo difusor traseiro. Foi o que desequilibrou a temporada até a sua metade. Oportunidade em que, tanto a equipe, como seu piloto abriram grande vantagem na tabela. Até os outros descobrirem o segredo.

CRIATIVIDADE:

O duplo difusor, decisivo na temporada, foi à arma da Brawn. Da prancheta de Adrian Newey surgiu o concorrente maior: Red Bull. As grandes favoritas ficaram para trás: Ferrari, McLaren, BMW e Renault. O mais incrível disto é que, Brawn e Red Bull, correram com motores Mercedes e Renault, respectivamente, e conquistaram mais destaques do que as equipes oficiais. Prova cabal da importância de um bom projeto. Da criatividade.

MALDADE:

Dizia o Barão de Itararé: “De onde menos se espera, daí é que não sai nada.” . Vocês sabem bem ao que me refiro...



URUGUAIANA, 21 DE OUTUBRO DE 2009.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

ÁGUAS DE MARÇO:

O GP Brasil era realizado no início da temporada da F1. As equipes ainda se aprontando para enfrentar o campeonato. As águas de março quase sempre eram despejadas sobre o nosso GP. A manutenção no calendário obrigou a mudança para o final, outubro/novembro, quando chove menos. Ganhamos o privilégio de decidir os últimos quatro campeonatos. De revelar novos campeões da F1, aqui, em Interlagos. Neste domingo, a prova não será tão decisiva como as dos últimos anos, porém, temos a chance de coroar o primeiro título de Jenson Button, embora a torcida brasileira deva “secar” o inglês, já que ainda tem chances na tabela o piloto da casa, Rubens Barrichello. Se decidido o título aqui empataremos com o Japão, lugar predestinado a formar campeões na F1.

CHANCES:

Para Jenson Button conquistar seu primeiro título basta-lhe subir ao podium. Em qualquer posição. Independentemente dos seus adversários: Barrichello e Vettel. Porém, a tarefa não será das mais fáceis, já que – na última parte do campeonato – o inglês não anda conseguindo mais do que um sexto lugar. Porém, é fundamental para os pretendentes a vitória. Nada mais interessa para Barrichello e Vettel.

MOMENTO:

No atual momento, quem tem mais chances de conquistar a vitória entre os pretendentes ao título é Sebastian Vettel. Vem de vitória no Japão, através um ótimo momento no campeonato e pode dificultar as coisas para a dupla da Brawn GP. Porém, todos eles terão adversários fortíssimos para a vitória no GP Brasil. Entre eles: Lewis Hamilton e Kiki Raikkonen.

UM:

O número UM é importante na F1. Principalmente, como estratégia de marketing. Para a Brawn GP é importante carregar em 2010, sua segunda temporada, o numero um e o campeão. Assim, se Rubens Barrichello realmente assinou com a Williams, certamente, não terá mais chances em 2009. É a lógica. Levo em conta que a Brawn ainda não tem um patrocinador forte para 2010 e as questões financeiras atrapalharam o desenvolvimento até em 2009, imaginem em 2010, sem dinheiro. Portanto, ter o campeão e o número UM pode significar vantagem na negociação de um grande patrocinador.

HABITAT:

Chuva, barro, falta de energia elétrica, não tiraram o brilho da última etapa do Kart Oeste. Ótimos pegas, bom público, novos campeões. Na foto, apareço no meu “habitat natural”.

URUGUAIANA, 14 DE OUTUBRO DE 2009.